O Chefe do Executivo, Chui Sai On, disse hoje (17 de Abril) que o Governo da Região Administrativa Especial de Macau acompanha os preparativos para a construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, e disse desejar que após o seu lançamento, as cidades envolvidas ofereçam um espaço de desenvolvimento mais vasto a fim de resolver uma série de actuais desafios que a população enfrenta.
O Chefe do Executivo, que esta tarde, esteve no plenário da Assembleia Legislativa, indicou que a sociedade e o governo da RAEM esperam que seja lançado o planeamento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, sobre a qual apresentou os sete pontos do Acordo-Quadro para a Promoção da Construção da Grande Baía:
1) Impulsionar a ligação entre as infra-estruturas: Reforçar a ligação viária entre a China interior e Macau, impulsionando, conjuntamente, a concretização de projectos prioritários regionais, nomeadamente a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e o novo acesso fronteiriço Guangdong-Macau.
2) Elevar o nível de integração do mercado: Concretizar o Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da Chinae Macau (CEPA) e os seus protocolos suplementares, facilitar a circulação de pessoas e bens, bem como impulsionar e aumentar o investimento mútuo entre as empresas da China interior e de Macau.
3) Criar um centro internacional de inovação tecnológica: Optimizar o modelo de cooperação, inovação e desenvolvimento inter-regional, construir um sistema regional internacionalizado e aberto.
4) Construção de um sistema de indústrias modernas de desenvolvimento coordenado: Desenvolver plenamente as vantagens das diversas indústrias das cidades da Grande Baía, impulsionar o desenvolvimento coordenado das mesmas, bem como, cultivar novas.
5) Construção conjunta de uma comunidade com boa qualidade de vida e recomendável no sector da habitação, emprego e turismo.
6) Fomentar novas vantagens na cooperação internacional: Aprofundar a cooperação com os países ao longo do percurso «Uma Faixa, Uma Rota», nas áreas de ligação entre as infra-estruturas, economia e comércio, finanças, assim como de intercâmbio humanístico, com vista a desempenhar as funções de Macau no âmbito de apoio ao investimento no exterior de empresas da China interior e de Macau, e ainda na entrada de empresas estrangeiras no mercado nacional.
7) Apoio na construção de importantes plataformas de cooperação: Promover e construir uma base de empreendedorismo e de emprego para os jovens de Hong Kong e de Macau, apoiar plataformas de cooperação, tais como a Zona Económica da Baía Daguang de Jiangmen, a Zona Piloto de Cooperação Geral Guangdong-Macau da cidade de Zhongshan, bem como, valorizar o papel das plataformas.
O mesmo responsável referiu ainda que o Governo da RAEM prepara-se para acompanhar a construção da Grande Baía, ou seja, nos últimos anos, tem vindo a realizar vários estudos sobre diversos projectos, nomeadamente a Zona Piloto de Cooperação Geral da cidade de Zhongshan, e a Baía Daguang de Jiangmen, a fim de criar condições à entrada dos jovens locais. Acrescentou que o governo ainda irá efectuar o sistema de apoio, que permite à população de Macau participar no planeamento geral do desenvolvimento da Grande Baía.
Relativamente à coordenação industrial, Chui Sai On afirmou que Macau irá seguir as orientações de um centro mundial de turismo e lazer e uma plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China interior e os países de língua portuguesa, aproveitando as vantagens das restantes cidades da Grande Baía, com o objectivo de não só concretizar a complementaridade de vantagens como também impulsionar o desenvolvimento coordenado das indústrias e ainda incentivar a diversificação adequada da economia e desenvolvimento sustentável de Macau.
O Chefe do Executivo afirmou que o governo, no âmbito da inovação de políticas, irá reforçar a capacidade de estudo e disse esperar que vários assuntos da vida dos residentes de Macau possam ser integrados nas nove cidades envolvidas, nomeadamente no apoio aos idosos, emprego, empreendedorismo e estudo, na garantia de espaços que permitam um maior desenvolvimento. Acrescentou que os assuntos da área dos transportes, em estudo, incluem acelerar a construção do novo acesso fronteiriço entre Guangdong e Macau e outros projectos de infra-estruturas fronteiriças de grande escala assim como acompanhar as disposições de tráfego no funcionamento da Ponte Hong Kong - Zhuhai – Macau e impulsionar o reconhecimento mútuo das cartas de condução entre Macau e a China interior, de forma a facilitar a circulação dos residentes.
Quanto aos serviços de lares de idosos transfronteiriços, Chui Sai On disse que as autoridades promovem medidas que permitam que estes continuem a viver no seu ambiente destacando que os serviços transfronteiriços servem apenas como mais uma opção. No passado, o governo tem dirigido o assunto através de acordos de cooperação, assinados com a província de Guangdong, mas de futuro, irá ser lançado o planeamento geral destinado à Grande Baía, o qual acredita ser possível um esclarecimento profundo no intercâmbio humanístico, segurança social e cuidados a idosos.
O responsável máximo indicou que apesar dos serviços de lares transfronteiriços terem uma relação próxima com questões ligadas à saúde, o governo tem vindo a estudar formas para assegurar que os idosos de Macau, que viverem nestas cidades, irão ter a mesma qualidade de bem-estar que sempre tiveram, destacando a existência de algumas questões por resolver, nomeadamente a garantia da prestação de serviços de saúde de qualidade, as diferenças de tarifas entre hospitais, bem como, a dificuldade de transporte.
O Chefe do Executivo revelou que o governo equaciona a possibilidade de criar um regime que permita aos idosos, que vivem nas nove cidades, comprar um seguro, com o apoio do governo. Segundo o mesmo se Macau articular com hospitais e instituições de serviços de saúdes das cidades envolvidas, as autoridades podem assumir a responsabilidade de pagamento das respectivas tarifas. O mesmo referiu ainda que esta seria uma medida nunca antes criada e uma questão a pensar. No entanto, as maiores dificuldades serão ligadas à saúde, neste sentido o governo pretende inquirir, de forma activa, os projectos possíveis, acrescentou.
Chui Sai On afirmou ainda que o governo irá estudar a possibilidade da população de Macau, que trabalha e vive na província de Guangdong, integrarem os serviços de seguros da China interior, bem como, articular os regimes da segurança social entre os dois territórios.
Além disso, o Chefe do Executivo explicou que a diferença entre a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e outras baías deve-se ao cumprimento de diferentes regimes, incluindo o regime jurídico. Acrescentou que aguarda o lançamento dos referidos acordos-quadros, nomeadamente a apresentação de regras e regimes de mediação e arbitragem, no âmbito dos assuntos comerciais, e desejou uma unificação positiva nos trabalhos futuros.
Chefe do Executivo, Chui Sai On, na reunião plenária da Assembleia Legislativa, onde responde às questões dos deputados em relação aos temas no âmbito da acção governativa e da vida da população.