DISCURSO DE BOAS VINDAS DE SUA EXCELÊNCIA O CHEFE DO EXECUTIVO DA REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU, HO IAT SENG
Digníssimo Governador Pan Gongsheng,
Digníssimo Director Zheng Xincong,
Digníssimos governadores dos bancos centrais dos Países de Língua Portuguesa,
Estimados profissionais do sector financeiro, caros convidados, senhoras e senhores:
Bom dia a todos! Outubro está a chegar, já se sente a frescura e aroma do Outono Dourado. Estamos muito felizes por contar com a presença dos nossos convidados nesta 2.a edição da Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Permitam-me, antes de mais, em representação do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, dar as mais calorosas boas-vindas ao Governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, aos governadores dos Bancos Centrais dos nove Países de Língua Portuguesa, aos representantes das cidades irmãs da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau, aos demais especialistas do sector, e endereçar-vos a todos os mais sinceros agradecimentos pela atenção e apoio sempre prestados ao desenvolvimento da RAEM!
Macau e os Países de Língua Portuguesa, unidos por laços históricos, mantêm uma relação estreita e ampla. O Governo Central apoia a construção da RAEM como «Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa», e o «14.o Plano Quinquenal» também consagra de forma clara a ampliação da função de Macau enquanto Plataforma Sino-Lusófona. Ao longo dos últimos anos, o volume das transacções comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa tem vindo a crescer e ultrapassou , conforme mostram os dados estatísticos, os 220 mil milhões de dólares americanos em 2023. Observa-se um crescimento continuado da dimensão da cooperação, com um aprofundamento gradual das suas relações económicas e comerciais proporcionando um grande espaço para o desenvolvimento do papel de Macau enquanto Plataforma Sino-Lusófona.
No processo da construção da Plataforma Sino-Lusófona, Macau tem tirado pleno partido das suas vantagens próprias para promover o intercâmbio e a cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa nas diversas áreas com resultados frutíferos. No passado mês de Abril, o Governo da RAEM realizou com sucesso em Macau a «6.a Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)» com a presença presencial pela primeira vez em Macau dos ministros dos nove Países de Língua Portuguesa que assinaram, com a China, o «Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2024-2027)», consagrando o planeamento concreto para o reforço da cooperação nas diversas áreas.
Na área financeira, ao longo destes anos, o Governo da RAEM tem-se empenhado em construir a «Plataforma Sino-Lusófona de Serviços Financeiros», em enriquecer constantemente o conteúdo do serviços financeiros por ela prestados e em ampliar a sua função. No seguimento da 1.a edição da Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizada pela Autoridade Monetária de Macau em 2019, e com o apoio inestimável de todos os presentes, inaugura-se hoje a 2.a edição da Conferência que, repito, reúne pela primeira vez os governadores dos bancos centrais da China e dos nove Países de Língua Portuguesa. Não é feito de pequena monta ser em Macau. É mais um grande evento financeiro de nível internacional depois da Conferência Ministerial, marca ainda mais o papel de Macau enquanto a Plataforma e a sua influência internacional.
Esta edição da Conferência será o palco de intercâmbio sobre temas como a cooperação financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o papel de Macau enquanto Plataforma Sino-Lusófona de Serviços Financeiros, e também, será discutida a moeda digital dos bancos centrais que é um tema quente e concita a elevada atenção dos bancos centrais do mundo. Perante a tendência mundial de desenvolvimento da moeda digital dos bancos centrais, a Autoridade Monetária de Macau, contando com o apoio do Banco Popular da China, está a desenvolver em cooperação com o Instituto da Moeda Digital daquele Banco um projecto de investigação & desenvolvimento para criação da Pataca digital de Macau, e pretende realizar uma apresentação pública do sistema protótipo do projecto da Pataca digital de Macau no final deste ano, por ocasião do 25.o aniversário do Retorno de Macau à Pátria. Contamos com as forças tecnológicas avançadas do País para introduzir no sistema monetário de Macau elementos tecnológicos modernos alinhados com o desenvolvimento da economia digital, em prol das exigências do desenvolvimento a longo prazo da RAEM.
Caros convidados, caros amigos, a relação entre Macau e os Países de Língua Portuguesa é histórica e vem de longa data com uma amizade duradoura e cada vez mais consolidada. Sendo uma região administrativa especial sob o princípio «um País, dois sistemas» aplicado pela China, Macau empenha-se em prestar serviços necessários ao intercâmbio amigável e à cooperação de benefícios mútuos entre o Interior da China e os Países de Língua Portuguesa, a desempenhar bem o seu papel enquanto ponte de ligação para auxílio no alargamento da abertura de alto nível do País ao exterior e no aprofundamento da cooperação com os Países de Língua Portuguesa, designadamente em áreas económica, comercial e de investimento em prol de benefícios mútuos.
Por último, reitero os meus agradecimentos a todos os convidados pelo apoio que a vossa presença em Macau significa. Faço votos do maior sucesso para esta edição da Conferência, desejando, ainda, a todos os presentes felicidades profissionais e que tudo corra conforme as vossas expectativas. Espero que os convidados e amigos aproveitem esta oportunidade para sentir na primeira pessoa o encanto singular da mistura das culturas chinesa e portuguesa em Macau.
Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, discursa na 2.ª Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa.