Discurso do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Sam Hou Fai, na Cerimónia de Inauguração da Exposição do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista
Digníssimo Director Zheng Xincong,
Ilustres convidados, senhoras e senhores:
Hoje, reunimo-nos com reverência para realizar esta cerimónia solene de inauguração da «Exposição do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascita». Antes de mais, e em representação do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, gostaria de expressar os mais sinceros votos de agradecimento ao Museu da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, bem como às entidades relevantes e a todos os sectores sociais que participaram e apoiaram esta exposição. Expresso, igualmente, o mais elevado tributo a todos aqueles, no País e no estrangeiro, que deram contributos históricos para a vitória nesta guerra de resistência!
Há oitenta anos, o povo chinês, juntamente com os povos do mundo, com uma coragem inigualável e uma determinação inabalável, ultrapassou batalhas árduas e sangrentas e alcançou a vitória completa na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e a vitória final na Guerra Mundial Antifascista. Nesses catorze magníficos e turbulentos anos de resistência contra a agressão japonesa, os compatriotas de Macau, partilhando permanentemente o destino da Pátria, desempenharam um papel insubstituível e único, deram contributos que ficarão para a história e escreveram a sua própria epopeia de resistência contra a agressão japonesa.
Olhando para a história, vemos um misto de sofrimento e glória. Durante os catorze anos de resistência contra a agressão japonesa, o território chinês foi devastado e o povo sofreu. O Partido Comunista da China defendeu e persistiu numa frente unida, nacional, contra a agressão japonesa, desempenhando um papel fundamental. Os compatriotas de Macau reagiram positivamente. Logo no início do Incidente de 18 de Setembro, criaram com entusiasmo grupos de salvação patriótica para angariar fundos e promover a guerra de resistência. Após a ocupação de Cantão e Hong Kong, pese embora Macau ter sido cercada e quase ter advindo uma «ilha isolada», graças à sua posição única e graças aos esforços conjuntos de todas as esferas da sociedade, tornou-se porto de abrigo para centenas de milhares de compatriotas e refugiados que chegavam das áreas vizinhas e tornou-se um canal importante para romper o bloqueio, recolher e transportar mantimentos, além de ser estação de transbordo para resgatar celebridades culturais e patriotas presos em Hong Kong, o que demonstra o espírito nacional que é enfrentar em conjunto a crise nacional e permanecer unidos nos bons e maus momentos. Os compatriotas de Macau, conscientes da «ascensão e queda da nação dizerem respeito a todos», tornaram-se uma força indispensável na torrente de resistência. Os pioneiros de resistência contra a agressão japonesa como o General Ye Ting, o músico popular Xian Xinghai, o director Ke Lin e a equipa médica do Hospital Kiang Wu; jovens patriotas como Lin Yao, Liang Jie e Liao Jintao, que deixaram Macau pelos campos de batalha, e as histórias comoventes dos retornados, das forças de resgate e de todos os sectores sociais de Macau pintaram o quadro magnífico da resistência de Macau, uma memória de conjunto que permanecerá para sempre como motivo do nosso orgulho eterno. A guerra de resistência de Macau demonstra tanto o patriotismo como o humanitarismo internacional. Hoje, realizamos aqui uma exposição fotográfica para recordar a história e prestar homenagem aos mártires. A exposição serve também como um compromisso solene para valorizar a paz e criar um grande futuro.
Olhando para o futuro, assumimos a missão. A vitória na Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa, há 80 anos, foi um importante ponto de viragem para a nação chinesa, do sofrimento ao rejuvenescimento, e é também uma importante força espiritual para nós hoje, na nova jornada de construção de um grande país e de revitalização nacional. Perante as grandes mudanças, sem precedentes nos últimos cem anos, precisamos de nos orientar pelo espírito da resistência contra a agressão japonesa, fortalecer a nossa crença no patriotismo e no amor a Macau, inspirar a missão e a responsabilidade na nova era, ter a coragem de enfrentar os desafios e as dificuldades, bem como ter a sabedoria de ousar mudar e sermos bons na inovação. Devemos zelar pela defesa do princípio «um país» e aproveitar as vantagens do segundo sistema, no sentido de criar uma nova conjuntura no meio da mudança e contribuir ainda mais com a força de Macau para o desenvolvimento nacional, a aprendizagem mútua entre civilizações e a paz mundial.
Ilustres convidados, caros amigos:
O Senhor Presidente Xi Jinping salientou: «A história é o melhor livro de texto e o melhor agente de reflexão». A causa «um país, dois sistemas» em Macau está a entrar numa nova fase de desenvolvimento. Aproveitaremos a comemoração do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista para promover amplamente o espírito nacional, tendo o patriotismo como núcleo, e continuaremos a realizar uma série de actividades comemorativas para os compatriotas de Macau, especialmente a geração mais jovem, para relembrar o sofrimento e a glória da nação, recordar a dedicação e o sacrifício dos nossos antepassados e transformar a memória histórica em força espiritual para os nossos contemporâneos, inspirando toda a sociedade a recordar a história e a transmiti-la viva de geração em geração, a unir-se e a avançar, a escrever em conjunto novos capítulos da prática de «um país, dois sistemas» em Macau e a dar novos contributos para a revitalização nacional!
Obrigado a todos!
Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, discursa na cerimónia da inauguração da exposição “Pela Libertação Nacional e pela Paz Mundial - Exposição do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista”.