Chefe do Executivo na Assembleia Legislativa para resposta às questões dos deputados sobre acção governativa
O Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve, esta tarde (10 de Agosto), na sessão plenária da Assembleia Legislativa, para responder a questões de 27 deputados sobre diversos assuntos relacionados com a acção governativa e a vida da população, tais como o Fundo de Segurança Social, serviços públicos, protecção ambiental, educação, saúde, emprego e protecção dos direitos dos trabalhadores do sector do jogo, entre outros.
Na ocasião, o Chefe do Executivo destacou que, face ao impacto da inflação, o governo decidiu prestar apoio económico a cinco mil famílias em situação mais vulnerável, num valor total estimado de 27 milhões de patacas, bem como o prolongamento do prazo do plano provisório de atribuição e aumento de oito por cento do abono de residência a agregados familiares da lista de candidatos a habitação social, entre o próximo dia 1 de Setembro e 31 de Agosto de 2013.
E, simultaneamente, para reduzir as pressões em todas as camadas sociais, o governo tenciona aumentar o subsídio de energia eléctrica das actuais 180 para 200 patacas por mês por fracção, a partir do próximo dia 1 de Outubro, equivalente a um total de mais 430 milhões de encargos, anualmente, assim como os subsídios de propinas e aquisição de material escolar, acrescentou.
O mesmo responsável lembrou que o governo tem vindo a tomar medidas para aliviar os efeitos da inflação junto da população, tais como o ajustamento do Índice Mínimo de Subsistência, subsídio de consumo de água, isenções e bonificações fiscais, subvenções aos trabalhadores por conta de outrem, a tempo inteiro, com baixo rendimento. E, que o grupo de trabalho interdepartamental para os preços dos produtos alimentares vai continuar a exercer as suas funções com base no princípio de garantia de qualidade e segurança alimentar e procura de novas fontes de abastecimento, para maior estabilidade de preços no mercado.
Na segunda deslocação ao hemiciclo, este ano, Chui Sai On reiterou que a “habitação e bem-estar para todos“ é sempre uma prioridade para o governo que, nos últimos dois anos, tem envidado todos os esforços para cumprir a promessa de construção da 19.000 fracções de habitação pública até ao final do corrente ano, e que, futuramente, a orientação em matéria de construção de mais fracções será ajustada à procura, depois da estimada reabertura do concurso para habitação pública, no próximo ano.
O mais alto responsável da RAEM recordou que a lei da habitação económica permite ao governo ajustar os limites mínimos e máximos do rendimento mensal dos candidatos e, assim, este planeia aumentar o limite máximo de rendimento mensal até 19.355 patacas, para agregado familiar com um elemento, e 38.710 patacas, para agregados familiares com dois elementos ou mais. Segundo os dados estatísticos, com tal ajustamento, cerca de 80 por cento das famílias passarão a estar abrangidas, ou seja, a maioria das famílias reúne condições para adquirir habitação económica.
O Chefe do Executivo indicou que, segundo o relatório do Gabinete de Estudo das Políticas, nos últimos tempos tem-se notado sinais de sobreaquecimento no mercado imobiliário de Macau.
Por isso, afirmou que já despachou no sentido de reactivar o grupo de trabalho de promoção do desenvolvimento sustentável do mercado imobiliário para estudar novas medidas para o efeito, incluindo a extensão destas, entre outras, à matéria da renda e que o governo vai acelerar a aprovação de projectos acumulados em secretaria para equilibrar a procura e oferta do mercado.
E, reiterou que todos os casos de terrenos desaproveitados serão tratados até ao final do corrente ano, incluindo a viabilidade de reconstrução ou a reversão e que, ainda este ano, as propostas de revisão das leis de Terras e do Planeamento Urbanístico serão entregues à Assembleia Legislativa, manifestando-se convicto de que todas as medidas equacionadas contribuirão para o futuro desenvolvimento da RAEM.
O mesmo responsável disse que os seis principais itens relacionados mais directamente com a vida da população, ou seja, educação, saúde, segurança social, habitação, segurança pública e serviços económicos, ocupam já 72% dos encargos gerais do governo e vai estudar-se a viabilidade de algumas medidas excepcionais poderem vir a ter um carácter mais permanente, tal como na área da saúde, segurança social, educação e habitação, para o seu desenvolvimento sustentável, a par da manutenção de algumas medidas a curto prazo, para poder dar resposta, atempada e eficazmente, a situações imprevistas ou inesperadas.
Relativamente às questões de vários deputados sobre o Plano de Compartição Pecuniária, Chui Sai On confirmou que ele só deverá ser contemplado nas Linhas de Acção Governativa e respectivo orçamento para 2013.
E, lembrou que o implemento do Regime de Reserva Financeira só começou este ano e a apresentação de qualquer orçamento suplementar à Assembleia Legislativa implicará, necessariamente, a transferência de 150 por cento do valor total do mesmo, da reserva extraordinária para a reserva básica. Todavia, a constituição da reserva extraordinária só ficará concluída nos finais do corrente ano depois da apreciação da execução orçamental de 2011 pela Assembleia Legislativa.
Por outro lado, sobre a questão dos trabalhadores não-residentes, Chui Sai On afirmou que o governo está a elaborar a proposta de revisão da lei sobre a matéria, para evitar a situação de incumprimento dos seis meses do regime de impedimento quando da mudança de emprego e, a propósitos da importação de empregadas domésticas da China continental, informou que o governo já apresentou a metodologia e disposições de gestão ao Governo Central, aguardando agora pela aprovação dos serviços competentes, a fim de poder concluir o processo e informar o público o mais rápido possível.
Com o intuito de reforçar a interacção Governo – Assembleia Legislativa, dar a conhecer a evolução dos trabalhos da Administração a todos os cidadãos e promover a transparência da actuação governativa, o Chefe do Executivo desloca-se, três vezes por ano, ao plenário da Assembleia Legislativa para responder às questões dos deputados.
Chefe do Executivo, Chui Sai On, na sessão plenária da Assembleia Legislativa, para resposta às perguntas dos deputados sobre acção governativa e assuntos sociais.